Quem foi o padre italiano que tem restos mortais sepultados em igreja e pode se tornar santo

Padre italiano João Crippa, que tem os restos mortais sepultados em uma capela no interior da Igreja São José Reprodução Missão Salesiano O padre italiano...

Quem foi o padre italiano que tem restos mortais sepultados em igreja e pode se tornar santo
Quem foi o padre italiano que tem restos mortais sepultados em igreja e pode se tornar santo (Foto: Reprodução)

Padre italiano João Crippa, que tem os restos mortais sepultados em uma capela no interior da Igreja São José Reprodução Missão Salesiano O padre italiano João Crippa, que tem os restos mortais sepultados em uma capela no interior da Igreja São José, em Campo Grande, dedicou décadas ao trabalho religioso e social em Mato Grosso do Sul. Ele atuou com crianças, jovens e comunidades do interior e ajudou a construir a história da Capital, onde uma rua leva seu nome. O sacerdote conheceu São João Bosco, fundador da Congregação Salesiana, participou de iniciativas com indígenas Bororo e ajudou a criar o espaço conhecido como Capelinha, que deu origem à atual Paróquia São José. Crippa morreu em Três Lagoas, em 1º de agosto de 1941, aos 79 anos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp 85 anos após sua morte, a trajetória do religioso será investigada pela Igreja Católica. A abertura oficial do processo de beatificação está marcada para 20 de outubro de 2026, na Paróquia São José. Agora no g1 Quem foi João Crippa? João Crippa nasceu em 10 de outubro de 1861, na cidade de Asso, na região da Lombardia, na Itália. Em 1885, ingressou na formação salesiana, quando teve contato com Dom Bosco, fundador da congregação. Em 17 de fevereiro de 1894, foi ordenado padre. Antes de chegar a Mato Grosso, Crippa atuou no Uruguai e em instituições salesianas no estado de São Paulo. Em 1912, chegou à região e iniciou seu trabalho religioso e missionário. Em Cuiabá, participou de iniciativas com indígenas Bororo. Depois, percorreu municípios do sul do então estado de Mato Grosso, como Aquidauana, Miranda, Campo Grande e Três Lagoas. Padre ajudou a construir a história de Campo Grande Uma das principais contribuições de Crippa foi a criação do Oratório São José. Em 1925, ele comprou os dois primeiros terrenos para construir o espaço, conhecido como Capelinha. O local recebia crianças e jovens para atividades de catequese, oração, convivência e recreação. A proposta seguia o modelo de Dom Bosco, que unia educação religiosa e atividades sociais. Com o crescimento da comunidade, o padre planejou a construção de uma igreja maior, dedicada a São José. A pedra fundamental foi lançada em 15 de maio de 1938, e as obras começaram no ano seguinte. Crippa, porém, morreu antes de ver o templo concluído. A igreja foi inaugurada em 1949 e deu origem à atual Paróquia São José. Em homenagem ao sacerdote, a antiga Rua da Constituição passou a se chamar Rua Padre João Crippa. Padre morreu no interior, mas foi sepultado na Capital Apesar da ligação com Campo Grande, João Crippa morreu em Três Lagoas, em 1º de agosto de 1941, aos 79 anos. Na época, os salesianos ampliavam sua atuação no sul do então estado de Mato Grosso. Em 1924, a congregação assumiu paróquias em Campo Grande e Três Lagoas. Os restos mortais do padre estão sepultados em uma capela no interior da Igreja São José. Fiéis mantêm viva a memória do religioso e relatam graças que atribuem à sua intercessão. Os restos mortais do padre estão no interior da Igreja São José, em Campo Grande Reprodução Missão Salesiano Igreja abre processo de beatificação em outubro A Igreja Católica abrirá oficialmente o processo de beatificação de João Crippa em 20 de outubro de 2026, às 18h, na Paróquia São José, em Campo Grande, onde o sacerdote está sepultado. A cerimônia contará com a presença de Paolo Vilotta, responsável por acompanhar a causa de beatificação, além de representantes da Igreja e pesquisadores. Com a abertura do inquérito diocesano, Crippa passará a ser reconhecido pela Igreja Católica como Servo de Deus. Ele será o primeiro a receber esse título em Mato Grosso do Sul. O que acontece a partir de agora? O inquérito diocesano é a primeira etapa da investigação. Nessa fase, serão reunidos documentos e depoimentos sobre a vida do sacerdote, suas virtudes e a fama de santidade entre os fiéis. Depois, o material poderá ser encaminhado ao Vaticano para análise. A abertura do processo, no entanto, não significa que Crippa já tenha sido declarado santo. Para chegar à beatificação e, depois, à canonização, a causa precisa cumprir as etapas estabelecidas pela Igreja Católica. O processo inclui a análise das virtudes do religioso e, conforme a etapa, a avaliação de possíveis milagres atribuídos à sua intercessão. Se cumprir todas as etapas do processo, João Crippa poderá ser beatificado e, futuramente, canonizado. Caso seja declarado santo, poderá entrar para a história de Mato Grosso do Sul. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul