MPMS firma contrato de R$ 11 milhões para alugar 750 iPhones por cinco anos
iPhone 16 (à esquerda) e iPhone 17 (à direita) vistos por trás Henrique Martin/g1 O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS) firmou um con...
iPhone 16 (à esquerda) e iPhone 17 (à direita) vistos por trás Henrique Martin/g1 O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS) firmou um contrato estimado em R$ 2,24 milhões por ano para a prestação de serviços de telefonia móvel e o fornecimento de 750 iPhones de última geração, em regime de comodato. O acordo tem vigência de cinco anos, de janeiro de 2026 até janeiro de 2031. O extrato do Contrato nº 084/PGJ/2025 foi assinado no dia 7 de janeiro de 2026, após a realização do Pregão Eletrônico nº 19/PGJ/2025, seguindo as regras da Lei Federal nº 14.133/2021, que rege as licitações e contratos públicos. Segundo o MP, a medida é para aprimorar a comunicação institucional, permitindo maior celeridade nas intimações e notificações judiciais e extrajudiciais, e apoiar projetos estratégicos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp O que prevê o contrato O contrato estabelece a prestação de Serviços de Telefonia Móvel Pessoal (SMP), incluindo ligações locais e de longa distância nacional, além do fornecimento de aparelhos celulares em regime de comodato — ou seja, os equipamentos não passam a integrar o patrimônio do MPMS e devem ser devolvidos ao final do contrato. Ao todo, estão previstos: 750 pacotes mensais de voz ilimitada e dados, com franquia mínima de 80 GB, cada um acompanhado de um smartphone; 10 pacotes adicionais de dados com alcance internacional, que poderão ser contratados conforme a necessidade; Prazo máximo de 30 dias para implantação dos serviços após a ordem de início. LEIA MAIS: Licitação do MPMS para compra de 750 iPhones por R$16 milhões é questionada em Conselho Nacional Licitação do MPMS para 'aluguel' de 750 iPhones por R$16 milhões é cancelada 📱iPhones de última geração Um dos pontos que mais chama atenção no contrato são as exigências técnicas dos aparelhos. O MPMS determina que os smartphones fornecidos sejam do modelo iPhone 16 ou superior, com especificações mínimas consideradas de alto padrão. Entre os requisitos estão: Memória mínima de 8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento interno; Processador Apple A18 Bionic ou superior; Tela OLED Super Retina XDR de 6,1 polegadas; Certificação IP68, que garante resistência à água e poeira; Sistemas avançados de segurança, como Face ID e chip Secure Enclave, voltados à proteção de dados sensíveis. O contrato também obriga a empresa contratada a substituir todos os aparelhos por modelos novos a cada 24 meses, para evitar a obsolescência tecnológica. Segurança e serviço essencial De acordo com o documento, a tecnologia e os serviços contratados devem garantir a integridade e o sigilo dos dados, protegendo as informações contra invasões e acessos ilícitos. A contratação é classificada como serviço continuado, já que uma eventual interrupção poderia comprometer o funcionamento do órgão. Segundo o Termo de Referência, o objetivo é assegurar a comunicação e o acesso a dados indispensáveis para o desempenho das funções institucionais do MPMS. Como funciona o modelo de comodato Para facilitar a compreensão, o contrato funciona de forma semelhante a um aluguel de frota de veículos de luxo com manutenção inclusa. O órgão não apenas contrata o serviço de comunicação (voz e dados), mas também garante que seus servidores utilizem aparelhos sempre atualizados, que são substituídos periodicamente e devolvidos ao fim do contrato. O MPMS argumenta que esse modelo evita gastos com descarte de resíduos eletrônicos, já que os aparelhos retornam à empresa contratada. Histórico de cancelamento e questionamentos Em outubro do ano passado, o MPMS chegou a cancelar uma licitação que previa o “aluguel” de 750 iPhones 16 para servidores e membros da instituição. À época, o órgão informou que a decisão foi tomada após uma revisão técnica que apontou a necessidade de ajustes formais no estudo técnico preliminar e no edital. O cancelamento ocorreu com base na Lei nº 14.133/2021, que permite a suspensão de licitações por interesse público. O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) chegou a questionar o processo, principalmente pela falta de justificativas claras sobre a quantidade de aparelhos e a escolha do modelo, além da ausência de comparações com celulares mais baratos. Apesar dos questionamentos, o processo foi mantido e resultou na contratação atual, que prevê o fornecimento dos aparelhos e dos serviços de telefonia ao longo de 60 meses. Leia a nota do MPMS na íntegra: "O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS) informa que a contratação em comento prevê a racionalização do serviço de telefonia móvel, considerando a estrutura funcional, composta por 943 servidores e 256 membros. O quantitativo de aparelhos foi definido para garantir a cobertura mínima necessária aos serviços institucionais, observando critérios de segurança da informação, natureza das atribuições, disponibilidade de plantão, atuação em campo, qualidade dos registros nas investigações e outras exigências técnico-operacionais. A referida racionalização irá gerar para o MPMS uma economia anual de aproximadamente R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), ao se comparar a estimativa inicial da contratação com o valor efetivamente alcançado na licitação e contratado. O contrato prevê o fornecimento de aparelhos celulares em regime de comodato (empréstimo), estabelecendo-se como quantitativo máximo o limite de até 750 aparelhos ao longo de todo o período contratual (5 anos), em razão do crescimento gradativo da força de trabalho. Assim, somente serão solicitados à empresa os aparelhos estritamente necessários em cada período, de modo que o MPMS pagará apenas pelo que efetivamente utilizar e, ao final do contrato, todos os aparelhos solicitados serão devolvidos. A escolha dos aparelhos considerou a diversidade das atribuições do MPMS, que exige constante conectividade para acesso a sistemas institucionais, comunicação com outras entidades e realização de diligências. Dispositivos modernos possibilitam agilidade na comunicação, acesso remoto a informações processuais e administrativas, documentação de evidências com fotos e vídeos de alta qualidade, e segurança da informação. Além disso, apoiarão operações de combate a crimes organizados e à corrupção, garantindo eficácia na produção de elementos probatórios. A medida visa aprimorar a comunicação institucional, permitindo maior celeridade nas intimações e notificações judiciais e extrajudiciais, e apoiar projetos estratégicos, como o “Alô Maria da Penha”, que fortalece a proteção de mulheres vítimas de violência doméstica e articula a rede de órgãos de segurança e justiça para respostas ágeis e efetivas." Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: