Mais de 1 tonelada de 'canetas emagrecedoras' ilegais é incinerada em MS; veja vídeo
Mais de 1 tonelada de 'canetas emagrecedoras' ilegais é incinerada em MS Uma tonelada de emagrecedores apreendidos em Mato Grosso do Sul foi incinerada pela Se...
Mais de 1 tonelada de 'canetas emagrecedoras' ilegais é incinerada em MS Uma tonelada de emagrecedores apreendidos em Mato Grosso do Sul foi incinerada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) nesta sexta-feira (19), em Dourados. Os produtos foram descartados em uma fornalha e incinerados de forma adequada, seguindo os procedimentos corretos de destruição. Veja o vídeo acima. Os produtos foram retirados de circulação durante fiscalizações da Vigilância Sanitária Estadual e incluíam canetas para emagrecimento, medicamentos de fabricação paraguaia, anabolizantes e substâncias usadas em procedimentos estéticos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Segundo a SES, mais de 20 mil itens irregulares já foram apreendidos desde o início das operações realizadas em centros de distribuição dos Correios e transportadoras que atuam no estado. Os produtos eram comercializados sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), exigência obrigatória para a venda legal no Brasil. Entre os materiais que serão destruídos estão canetas para emagrecimento, medicamentos semelhantes aos análogos de GLP-1, peptídeos utilizados para fins estéticos e esteroides anabolizantes. As apreensões envolveram marcas como TG, Lipoless, Tirzec, Lipoland e Tirzedral - que são proibidas de comercialização no Brasil. ⚠️A Anvisa alerta que as marcas não têm empresa identificada e não têm registro no Brasil. Por isso, são considerados irregulares. A agência alerta que, por serem de origem desconhecida, não há garantia sobre a composição, a qualidade ou a segurança dessas canetas. Medicamentos ilegais foram incinerados em Dourados (MS). SES-MS/Reprodução Riscos à saúde Segundo a secretaria, o uso de medicamentos sem registro na Anvisa pode trazer riscos à população, já que não há garantias sobre a origem dos produtos, a composição das substâncias ou as condições de armazenamento durante o transporte. O gerente de Apoio aos Municípios da Vigilância Sanitária Estadual, Matheus Pirolo, afirma que o objetivo das operações não é combater os avanços tecnológicos dos medicamentos, mas evitar o uso inadequado de produtos sem controle sanitário. "Não estamos combatendo a tecnologia. O problema é o uso sem controle. São produtos sem registro, sem rastreamento, muitas vezes transportados de forma inadequada e utilizados sem acompanhamento médico", explicou Matheus Pirolo. Clínicas e farmácias podem ser multadas A Vigilância Sanitária alerta que clínicas, centros de estética, farmácias e drogarias que venderem ou utilizarem produtos irregulares podem sofrer punições. Em maio deste ano, uma clínica de Campo Grande foi alvo de uma operação e apreendeu 1,2 mil frascos vencidos de emagrecedores. As multas podem chegar a R$ 30 mil. Além disso, os estabelecimentos podem ter atividades suspensas por até 90 dias e ter os produtos apreendidos. Dependendo da situação, responsáveis técnicos e proprietários também podem responder criminalmente por contrabando, crimes contra as relações de consumo e exercício irregular da profissão. Em casos mais graves, profissionais ainda podem perder o registro nos conselhos de classe. Medicamentos escondidos em brinquedos e embalagens Matheus Pirolo revelou que os medicamentos ilegais costumam ser enviados pelos Correios escondidos em objetos comuns para tentar escapar da fiscalização. Segundo ele, os fiscais já encontraram ampolas e frascos ocultos dentro de cabeças de bonecas, potes de creme para cabelo, ursos de pelúcia e até embalagens de tereré. As tentativas de fraude são identificadas por meio de aparelhos de raio-X e monitoramento realizado nos centros de triagem. Ampolas de emagrecedores contrabandeados estavam escondidos em potes de cremes de cabelo Reprodução Destino frequente é o Nordeste Além da origem dos produtos, concentrada principalmente na faixa de fronteira entre Mato Grosso do Sul e Paraguai, outro fator chamou a atenção da Vigilância Sanitária é o destino das encomendas. De acordo com Pirolo, grande parte dos pacotes apreendidos seguia para estados da região Nordeste. "Percebemos um padrão. Muitos objetos postais saem da região de fronteira e têm como destino cidades do Nordeste", afirmou. A repetição desse trajeto tem levantado suspeitas entre os fiscais. Em alguns casos, encomendas declaradas como brinquedos ou presentes escondiam medicamentos para emagrecimento. MS vai incinerar uma tonelada de 'canetas emagrecedoras' ilegais Divulgação Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: