Justiça vê disputa política em pedido de medida protetiva feito por Adriane Lopes contra empresário

Prefeita Adriane Lopes consegue medida protetiva contra empresário Bruno Ortiz PMCG/ Redes sociais Os desembargadores da 1ª Câmara Criminal de Campo Grande v...

Justiça vê disputa política em pedido de medida protetiva feito por Adriane Lopes contra empresário
Justiça vê disputa política em pedido de medida protetiva feito por Adriane Lopes contra empresário (Foto: Reprodução)

Prefeita Adriane Lopes consegue medida protetiva contra empresário Bruno Ortiz PMCG/ Redes sociais Os desembargadores da 1ª Câmara Criminal de Campo Grande votaram para derrubar a medida protetiva de urgência concedida à prefeita Adriane Lopes (PP) contra o empresário Bruno Ortiz Barbosa, por entenderem que o caso não apresenta indícios de violência de gênero, mas sim de uma disputa política. O julgamento ocorre em ambiente virtual e deve ser divulgado até esta sexta-feira (3). Os desembargadores Lúcio Raimundo da Silveira e Emerson Cafure acompanharam o voto da relatora Elizabete Anache, formando unanimidade pela revogação da medida protetiva concedida contra Bruno Ortiz. O g1 entrou em contato com a prefeitura de Campo Grande, mas não obteve retorno até o momento. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp 🔎 Bruno, que se apresenta nas redes sociais como pré-candidato a deputado estadual, passou a responder ao processo após publicar conteúdos sobre Adriane Lopes e a gestão da prefeita. No início de junho, a Justiça concedeu uma medida protetiva, sob o argumento de perseguição no contexto de violência contra a mulher, que o impediu de se aproximar a menos de 100 metros dela, de familiares e de testemunhas. O empresário também ficou proibido de manter qualquer tipo de contato com Adriane Lopes. A defesa recorreu da decisão com um habeas corpus no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. O pedido foi incluído na pauta em 26 de junho, tendo como relatora a desembargadora Elizabete Anache. LEIA TAMBÉM: Prefeita Adriane Lopes consegue medida protetiva de urgência contra empresário em Campo Grande Agora no g1 Entendimento da relatora Ao analisar o processo, a magistrada afirmou que os vídeos publicados pelo empresário mostram um conflito "de índole predominantemente política", inclusive com a participação de outros políticos nas críticas. Segundo ela, não há elementos que indiquem que os ataques à prefeita ocorreram por ela ser mulher ou por discriminação de gênero. “Os fundamentos de violência de gênero invocados para a concessão das medidas protetivas não se mostram comprovados, sem prejuízo de a ofendida buscar outras vias jurídicas”, afirmou a relatora no voto. A desembargadora também destacou que a mulher deve ser protegida em todas as situações, mas afirmou que o caso envolve "uma verdadeira disputa política" e que o Poder Judiciário não deve ser usado para o maniqueísmo, ou seja, para a divisão entre o bem e o mal durante o processo eleitoral, "seja por um lado ou de outro". Com esse entendimento, ela votou pela revogação da medida protetiva. Os outros desembargadores acompanharam o voto da relatora. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: