Justiça mantém prisão de médico investigado em morte de fisioterapeuta

Armas foram apreendidas pela polícia A prisão em flagrante do médico cardiologista João Jazbik Neto, investigado no caso da morte da fisioterapeuta Fabíola...

Justiça mantém prisão de médico investigado em morte de fisioterapeuta
Justiça mantém prisão de médico investigado em morte de fisioterapeuta (Foto: Reprodução)

Armas foram apreendidas pela polícia A prisão em flagrante do médico cardiologista João Jazbik Neto, investigado no caso da morte da fisioterapeuta Fabíola Marcotti, foi convertida em prisão preventiva durante audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (20), em Campo Grande. O médico foi indiciado pelos crimes de posse irregular de arma de fogo e fraude processual. Segundo a Polícia Civil, as investigações continuam sendo conduzidas pela 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher para esclarecer a causa e as circunstâncias da morte de Fabíola. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp A fisioterapeuta, de 51 anos, foi encontrada morta na segunda-feira (18), em uma casa localizada na Chácara dos Poderes, em Campo Grande. Desde então, a polícia apura se o caso foi suicídio ou feminicídio. De acordo com a delegacia, foram encontradas divergências entre os depoimentos prestados pelo médico, por suspeitos e por testemunhas. A informação foi divulgada pela Deam na terça-feira (19). LEIA MAIS: Cardiologista é preso após polícia encontrar armas sem documentação em casa onde esposa foi encontrada morta em Campo Grande Polícia aponta divergências e abre inquérito para investigar morte de esposa de cardiologista em MS Armas apreendidas e investigação Segundo o delegado Leandro Santiago, durante as diligências na propriedade, os investigadores descobriram que João teria pedido para um caseiro e um ex-funcionário retirarem um armário com armas e munições da casa e levarem o material para outro imóvel dentro do terreno. Para a polícia, a atitude configura fraude processual. Os três foram autuados em flagrante. Ainda conforme a investigação, uma perícia preliminar apontou que a lesão encontrada na cabeça da vítima não seria compatível com a versão apresentada pelo médico. Além disso, durante a vistoria no imóvel, policiais apreenderam várias armas de fogo e munições. João possui registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), mas, segundo a polícia, parte do material apreendido não tinha documentação, o que levou ao indiciamento por posse irregular de arma de fogo de uso permitido e restrito. Conforme apurado pelo g1, Fabíola foi atingida por um tiro na cabeça dentro da residência. O médico acionou a polícia e afirmou que a mulher teria tirado a própria vida. A arma que teria sido usada no disparo não foi encontrada ao lado do corpo. Imagens registradas pela TV Morena mostram equipes da perícia fazendo buscas no quintal da propriedade. Até o momento, a polícia não confirmou se o objeto foi localizado. A defesa do médico, representada pelo advogado José Trad, foi procurada após a atualização do caso, mas não respondeu aos questionamentos até a última atualização desta reportagem. João Jazbik Neto, dentro da sua casa em Campo Grande, junto do advogado e policiais. Willian Guedes/ TV Morena Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: