Justiça livra de júri suspeitos de matar jovem com 15 tiros há um ano em tabacaria de Campo Grande

Lucas Ribeiro Pastor, de 24 anos, foi morto com 15 tiros em Campo Grande Redes sociais O juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo ...

Justiça livra de júri suspeitos de matar jovem com 15 tiros há um ano em tabacaria de Campo Grande
Justiça livra de júri suspeitos de matar jovem com 15 tiros há um ano em tabacaria de Campo Grande (Foto: Reprodução)

Lucas Ribeiro Pastor, de 24 anos, foi morto com 15 tiros em Campo Grande Redes sociais O juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, impronunciou — ou seja, decidiu que não serão submetidos a júri popular — três réus acusados do assassinato de Lucas Ribeiro Pastor, de 24 anos, morto com 15 tiros na madrugada de 7 de julho de 2025, em uma tabacaria da capital. Kaio Henrique Pires dos Santos, Jhullisson Fernando da Silva e João Vitor da Silva Bento também respondiam pela tentativa de homicídio contra Danilo Teixeira dos Santos de Souza, amigo de Lucas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Na mesma decisão, o juiz declarou extinta a punibilidade de um quarto denunciado, Guilherme Soares Gomes de Oliveira, em razão de seu falecimento. Também foi determinada a expedição de alvará de soltura para Kaio Henrique, apontado na investigação como executor do crime. Agora no g1 Segundo a denúncia inicial do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o crime teria sido motivado por desavenças entre Lucas e o suposto atirador. Conforme a decisão, nenhuma prova produzida vinculou os réus à execução do crime. Durante as audiências, a vítima sobrevivente e as testemunhas presenciais não reconheceram nenhum dos denunciados no local dos fatos. As referências à suposta autoria de Kaio Henrique, segundo o juiz, ficaram restritas a relatos indiretos e boatos de "ouvi dizer" atribuídos a terceiros. Ainda de acordo com a decisão, conforme estabelece o Código de Processo Penal e a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), elementos colhidos exclusivamente durante o inquérito policial não podem, por si só, fundamentar a pronúncia de réus para julgamento pelo Tribunal do Júri. Decisão Diante da ausência de indícios suficientes de autoria, o juiz determinou: a impronúncia de Kaio Henrique Pires dos Santos, Jhullisson Fernando da Silva e João Vitor da Silva Bento quanto às acusações de homicídio qualificado e tentativa de homicídio por erro na execução; a impronúncia de Jhullisson Fernando da Silva quanto ao crime de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito; a extinção da punibilidade de Guilherme Soares Gomes de Oliveira, em razão da comprovação de seu óbito nos autos; a revogação da prisão preventiva de Kaio Henrique Pires dos Santos, com a expedição de alvará de soltura. Entenda o caso Testemunhas relataram à polícia que o atirador chegou ao local usando capacete preto, casaco, calça e tênis escuros. Ele já estava com a arma em mãos. O homem foi diretamente até Lucas e efetuou os disparos. Segundo o boletim de ocorrência, ele se aproximou da vítima e atirou várias vezes contra a cabeça dela. A tabacaria possuía câmeras de segurança, mas o crime não foi registrado pelas imagens. Lucas foi atingido por disparos de uma pistola 9 milímetros na cabeça, ombro, axila, costas, tórax, costela e braço. No local, a polícia apreendeu 15 estojos de munição, o DVR do sistema de câmeras e o celular da vítima. Testemunhas também relataram à polícia que Lucas vinha recebendo ameaças de morte de um homem, ex-marido de uma mulher com quem ele teria se relacionado. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: