Indígenas ocupam sede do DSEI em Campo Grande e denunciam falta de transporte para pacientes

O grupo protesta contra problemas no transporte de pacientes das aldeias de MS Indígenas de diferentes regiões de Mato Grosso do Sul ocupam, desde esta segund...

Indígenas ocupam sede do DSEI em Campo Grande e denunciam falta de transporte para pacientes
Indígenas ocupam sede do DSEI em Campo Grande e denunciam falta de transporte para pacientes (Foto: Reprodução)

O grupo protesta contra problemas no transporte de pacientes das aldeias de MS Indígenas de diferentes regiões de Mato Grosso do Sul ocupam, desde esta segunda-feira (23), a sede do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), em Campo Grande. O grupo protesta contra problemas no transporte de pacientes das aldeias em todo o estado. Na entrada do prédio, um cartaz resume a principal reclamação: “descaso e irresponsabilidade com a saúde indígena”. Desde o início da mobilização, o atendimento administrativo está paralisado e ninguém entra ou sai do local. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Cerca de 35 caciques e lideranças, principalmente do Pantanal e da região Norte, estão acampados na sede. Eles afirmam que o transporte de pacientes foi suspenso após o fim do contrato com uma empresa privada, que prestava o serviço há oito anos. Segundo as lideranças, os veículos são essenciais para levar pacientes a consultas, exames, sessões de hemodiálise e outros tratamentos contínuos. Sem esse apoio, comunidades inteiras estariam sem acesso adequado à saúde. Em Miranda há carros da frota parados em um polo da região. De acordo com os indígenas, seriam necessários pelo menos 91 veículos para atender toda a demanda no estado. Indígenas ocupam sede do DSEI em Campo Grande em protesto Caio Tumelero/ TV Morena Eles também relatam que a falta de transporte tem impacto direto na vida das comunidades, dificultando o acesso a tratamentos e aumentando o risco para pacientes que dependem de atendimento frequente. A mobilização acontece em um momento de preocupação com a saúde indígena. Nas aldeias de Dourados, já foram registrados mais de 500 casos de chikungunya. As lideranças temem que a falta de estrutura agrave a situação em outras regiões. “Nosso povo está sofrendo na base e estamos lutando por todo o povo indígena de Mato Grosso do Sul”, afirmou o coordenador do Conselho Terena, Célio Fialho Terena. Ainda não há previsão para o fim do bloqueio. Durante a noite, os manifestantes realizaram um ritual ao redor de uma fogueira, como forma de fortalecer a mobilização e pedir proteção aos ancestrais. Em nota, a Secretaria de Saúde Indígena e o Ministério da Saúde negaram que o transporte de pacientes em tratamento contínuo tenha sido interrompido, assim como os atendimentos de urgência e emergência. Sobre o contrato com a empresa responsável pelos veículos, o DSEI-MS informou que firmou parcerias com municípios próximos às aldeias para garantir a cessão de carros. Também informou que está em andamento a contratação de uma nova empresa para retomar o serviço com uma nova frota. A reportagem procurou a empresa responsável pelo transporte, mas ainda não houve retorno. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: