Grupo que usava IA para forjar vaquinhas online com imagens de crianças doentes é alvo de operação em cinco estados; 16 foram presos

Grupo usava IA para forjar vaquinhas online com imagens de crianças doentes A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã desta terça-feira (14),...

Grupo que usava IA para forjar vaquinhas online com imagens de crianças doentes é alvo de operação em cinco estados; 16 foram presos
Grupo que usava IA para forjar vaquinhas online com imagens de crianças doentes é alvo de operação em cinco estados; 16 foram presos (Foto: Reprodução)

Grupo usava IA para forjar vaquinhas online com imagens de crianças doentes A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã desta terça-feira (14), uma operação para desarticular um grupo criminoso que criava falsas campanhas de doação na internet usando imagens de crianças com câncer. Até a última atualização desta reportagem, 16 pessoas haviam sido presas. A ação, batizada de Operação Sophia, cumpre 19 mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão. As ordens judiciais são executadas no Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Pernambuco. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp A investigação começou após a mãe de uma menina em tratamento contra o câncer, chamada Sophia, denunciar que fotos e vídeos da filha estavam sendo usados sem autorização. O material aparecia em anúncios patrocinados no Facebook e no Instagram para arrecadar dinheiro, mas a família nunca recebeu os valores. Segundo o delegado João Vitor Herédia, da Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais Eletrônicos (DRCPE), o grupo utilizava ferramentas de inteligência artificial, deepfake e clonagem de voz para alterar campanhas verdadeiras e dar veracidade aos anúncios. As publicações eram feitas por páginas falsas com nomes como "Clube de Doadores" e "Unidos pelo Amor". 🔍 Deepfake é uma técnica que permite alterar um vídeo ou foto com ajuda de inteligência artificial (IA). Ao clicar nos anúncios, as vítimas eram direcionadas para sites que imitavam plataformas legítimas de arrecadação, como o Vakinha. Nessas páginas, era gerado um código Pix, e o dinheiro caía em contas de empresas de fachada controladas pelos criminosos. Apenas na campanha falsa envolvendo a imagem da menina que deu nome à operação, a polícia rastreou R$ 294,5 mil desviados. A investigação também identificou uma empresa que funcionava como núcleo financeiro do grupo e que movimentou mais de R$ 1,7 milhão no período apurado. Além de Passo Fundo, no RS, a operação acontece nas cidades de Dourados (MS), Vitória de Santo Antão (PE), Francisco Beltrão e Cruzeiro do Iguaçu (PR), Piracicaba, São Paulo, São Vicente, Catanduva, Santana de Parnaíba e Sorocaba (SP). A Polícia Civil orienta que a população verifique a veracidade de campanhas de arrecadação antes de transferir valores. A recomendação é confirmar os dados diretamente com a família ou instituição e checar se o nome do destinatário do Pix corresponde ao beneficiário real. Grupo que usava IA para forjar vaquinhas online com imagens de crianças doentes é alvo de operação em cinco estados Divulgação/Polícia Civil VÍDEOS: Tudo sobre o RS