Empresário é preso após polícia encontrar mais de 10 toneladas de queijos e carnes vencidos em MS
Empresário é preso após polícia encontrar 10 toneladas de queijos e carnes vencidos Um empresário conhecido como “Alemão” foi preso nesta sexta-feira ...
Empresário é preso após polícia encontrar 10 toneladas de queijos e carnes vencidos Um empresário conhecido como “Alemão” foi preso nesta sexta-feira (10), em Campo Grande, durante uma operação que apreendeu mais de 10 toneladas de frios, embutidos e outros alimentos vendidos de forma irregular em dois estabelecimentos na Avenida Calógeras. Segundo a polícia, os produtos estavam vencidos, mal armazenados e eram reembalados com datas de validade alteradas. A operação foi coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon), com apoio do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), da Vigilância Sanitária e da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal de Mato Grosso do Sul (Iagro-MS). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp A investigação começou após uma apreensão feita há cerca de 15 a 20 dias. Na ocasião, a Decon flagrou um homem transportando 180 quilos de queijo irregular de Terenos para Campo Grande. Segundo a polícia, o produto seria entregue no mesmo depósito e depois vendido em uma das conveniências. Segundo a polícia, o depósito era usado para fatiar e dividir muçarela e presunto, que depois eram distribuídos para as duas conveniências. Esse tipo de manipulação, porém, só pode ser feito com autorização do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), responsável por fiscalizar e permitir a venda fracionada dentro das normas sanitárias. Durante a fiscalização, os agentes encontraram produtos vencidos, estragados e armazenados de forma inadequada. Entre os itens apreendidos estavam peças de muçarela inchadas, sinal típico de contaminação por bactérias, e alimentos expostos para venda mesmo sem condições de consumo. Os fiscais também identificaram irregularidades na reembalagem de produtos. De acordo com a Decon, o responsável comprava farinha para quibe e reembalava o produto em pacotes próprios, mudando o prazo de validade. Em um dos casos, um produto com validade original até julho de 2026 foi reetiquetado com vencimento para abril de 2027. A polícia afirma que a mesma prática foi feita com milho de pipoca comprado em sacos de 25 quilos. Outra irregularidade foi encontrada no armazenamento de bacon. Segundo a polícia, o produto era comprado resfriado, mas era congelado e depois descongelado para ser manipulado e colocado novamente à venda. A prática é proibida pelas normas sanitárias. Ainda segundo a Decon, o estabelecimento tinha um responsável técnico, um médico veterinário, mas mesmo assim funcionava em condições consideradas inadequadas para a manipulação de alimentos. Após a pesagem e a emissão de laudos técnicos, os órgãos responsáveis apreenderam 10.444,66 quilos de alimentos considerados impróprios para consumo. Parte da mercadoria estava nas duas conveniências. Cerca de 1,2 tonelada foi encontrada no Salvador e 2,4 toneladas no Alemão. O restante estava no depósito. O descarte dos alimentos ficará sob responsabilidade da Iagro-MS. Um caminhão foi mobilizado para recolher os produtos apreendidos. As duas conveniências não foram interditadas totalmente, mas tiveram setores suspensos temporariamente nos locais onde os alimentos irregulares foram encontrados. Caminhão foi interditado levando alimento em Campo Grande DECON/Divulgação Veja vídeos de Mato Grosso do Sul