Deputado estadual e familiares viram réus por esquema de jogo do bicho em MS

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Deputado estadual e familiares viram réus por esquema de jogo do bicho em MS
Deputado estadual e familiares viram réus por esquema de jogo do bicho em MS (Foto: Reprodução)

g1 em 1 Minuto Mato Grosso do Sul: pai e irmãos do deputado Neno Razuk são presos A Justiça recebeu a denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e tornou rés 20 pessoas acusadas de integrar uma organização criminosa armada voltada à exploração do jogo do bicho, alvo da 4ª fase da Operação Successione. Entre os réus estão o deputado estadual Roberto Razuk Filho, conhecido como Neno Razuk, o pai dele e dois irmãos. A família é apontada como responsável pelo comando do grupo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp A decisão foi proferida pela 4ª Vara Criminal de Campo Grande. O juiz considerou que a denúncia atende aos requisitos legais e descreve fatos relacionados à disputa pelo controle do jogo do bicho na capital e em cidades do interior do estado. Segundo o processo, o esquema seria comandado por um núcleo familiar com base em Dourados (MS). Os réus são: Anderson Alberto Gauna; Flávio Henrique Espindola Figueiredo; Gerson Chahuan Tobji; Gilberto Luiz dos Santos; Jean Cardoso Cavalini; Jonathan Gimenez Grance; Jorge Razuk Neto; Marcelo Tadeu Cabral; Marco Aurelio Horta; Odair da Silva Machado; Paulo do Carmo Sgrinholi; Paulo Roberto Franco Ferreira; Rafael Godoy Razuk; Rhiad Abdulahad; Roberto Razuk; Roberto Razuk Filho; Samuel Ozório Júnior; Sergio Donizeti Balthazar; Willian Augusto Lopes Sgrinholi; Willian Ribeiro de Oliveira. O advogado João Arnar, que defende Roberto Razuk, Roberto Razuk Filho, Rafael Godoy Razuk e Jorge Razuk Neto, informou que os réus ainda não foram oficialmente citados e, por isso, não conhecem o conteúdo do processo. "Tão logo que forem citados, tomarão conhecimento da acusação, fazer exames e apresentar defesa. Daí irão se pronunciar", afirmou. O g1 tenta contato com as defesas dos demais réus. Deputado Neno Razuk Reprodução Como o grupo atuava De acordo com as investigações, o grupo funcionava com divisão de tarefas e controle financeiro. A apuração aponta o uso de empresas de fachada para esconder atividades ilegais e a tentativa de interferência em licitações públicas. Os investigados respondem por organização criminosa, exploração do jogo do bicho, lavagem de dinheiro e corrupção ativa. A denúncia também relata o uso de violência e a corrupção de agentes públicos para manter o funcionamento do esquema. Foram citados três casos de roubo contra operadores de um grupo rival, ocorridos em outubro de 2023, em Campo Grande. As provas reunidas incluem dados de interceptações telemáticas, que indicariam a estrutura interna do esquema e a movimentação financeira. Durante as operações, foram apreendidas mais de 700 máquinas de apostas, armas de fogo, munições e mais de R$ 270 mil em dinheiro. Documentos financeiros mostram ainda a compra de bens móveis e imóveis em nome de terceiros, como forma de ocultar a origem dos recursos. Com a abertura da ação penal, os acusados serão citados e terão prazo de dez dias para apresentar resposta à acusação. A decisão da 4ª Vara Criminal também determinou a anexação das medidas cautelares de busca e apreensão e de sigilo telemático ao processo principal, para uso na fase de instrução. Dinheiro apreendido em operação Gaeco/ Divulgação Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: