Denúncias de assédio eleitoral sobem 136% em MS na reta final das eleições; veja como denunciar

Entenda o que é assédio eleitoral no trabalho O número de denúncias de assédio eleitoral em Mato Grosso do Sul aumentou 136,4% após o primeiro turno das e...

Denúncias de assédio eleitoral sobem 136% em MS na reta final das eleições; veja como denunciar
Denúncias de assédio eleitoral sobem 136% em MS na reta final das eleições; veja como denunciar (Foto: Reprodução)

Entenda o que é assédio eleitoral no trabalho O número de denúncias de assédio eleitoral em Mato Grosso do Sul aumentou 136,4% após o primeiro turno das eleições de 2026. Até quinta-feira (22), o Ministério Público do Trabalho (MPT-MS) recebeu 29 denúncias no estado. Antes da votação de 4 de outubro, eram 11 registros. Com o aumento dos relatos na reta final da disputa eleitoral, o órgão manterá um plantão durante o fim de semana da eleição para receber denúncias de trabalhadores que sofreram pressão, ameaças ou constrangimentos relacionados à preferência política ou ao voto. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp O canal de denúncias ficará disponível 24 horas por dia, inclusive durante o fim de semana da votação. Segundo a procuradora-chefe do MPT-MS, Cândice Arosio, o aumento dos registros pode estar relacionado à maior conscientização dos trabalhadores sobre o que caracteriza o assédio eleitoral e como denunciar esse tipo de situação. A procuradora reforça que nenhum trabalhador pode ser pressionado ou ameaçado por causa de suas escolhas políticas. “O aumento das denúncias pode estar relacionado à maior conscientização dos eleitores sobre o que caracteriza o assédio eleitoral e como denunciá-lo. É importante que os trabalhadores saibam que a liberdade de escolha política deve ser respeitada e que práticas de coação ou constrangimento no ambiente de trabalho podem ser denunciadas ao Ministério Público do Trabalho”, afirmou. Como denunciar assédio eleitoral Ministério Público do Trabalho de Mato Grosso do Sul Google Street View As denúncias podem ser feitas pela internet, por meio do canal oficial do Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul, que funciona 24 horas por dia. O assédio eleitoral acontece quando alguém usa a relação de trabalho para tentar influenciar ou controlar a escolha política de um funcionário. Isso pode ocorrer por meio de ameaças, intimidações, constrangimentos ou outras formas de pressão relacionadas ao voto. As situações também podem envolver manifestações em ambientes digitais, dependendo das circunstâncias e dos possíveis efeitos sobre a liberdade de escolha do trabalhador. O MPT orienta que os casos sejam denunciados para que possam ser apurados. O recebimento de relatos não termina no dia da votação: o órgão continua analisando as denúncias após o encerramento das eleições e pode adotar medidas quando irregularidades forem constatadas. Denúncias se concentram em outubro Os dados do MPT-MS mostram que os registros aumentaram ao longo dos meses e se concentraram em outubro, período de votação. Julho: 1 denúncia; Agosto: 2 denúncias; Setembro: 6 denúncias; Outubro: 20 denúncias até o dia 22. Até o primeiro turno, realizado em 4 de outubro, o estado tinha 11 registros. Desde então, foram contabilizadas mais 18 denúncias, elevando o total para 29. Em comparação com as eleições presidenciais de 2022, quando Mato Grosso do Sul registrou 58 denúncias de assédio eleitoral, o número atual equivale à metade do total daquele pleito. Cenário nacional também registra alta Em todo o país, o Ministério Público do Trabalho recebeu 674 denúncias de assédio eleitoral em outubro de 2026, até o dia 20. Em setembro, foram 552 registros. De janeiro a outubro deste ano, o total nacional chegou a 1.492 denúncias. Nas eleições presidenciais de 2022, o MPT recebeu 3.373 denúncias em todo o Brasil. Desse total, 2.641 foram registradas em outubro, mês da votação. Os números mostram que os relatos de assédio eleitoral tendem a se concentrar na fase decisiva do calendário eleitoral, quando aumenta a pressão sobre os trabalhadores em razão de suas escolhas políticas. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: