Bebê de 1 ano morre após ser internado com sinais de abuso e agressão em MS; mãe e padrasto são suspeitos

Violência e abuso sexual infantil: veja os sinais e saiba como proteger as crianças O bebê de 1 ano e 8 meses morreu nesta quinta-feira (30), em Campo Grande...

Bebê de 1 ano morre após ser internado com sinais de abuso e agressão em MS; mãe e padrasto são suspeitos
Bebê de 1 ano morre após ser internado com sinais de abuso e agressão em MS; mãe e padrasto são suspeitos (Foto: Reprodução)

Violência e abuso sexual infantil: veja os sinais e saiba como proteger as crianças O bebê de 1 ano e 8 meses morreu nesta quinta-feira (30), em Campo Grande, após ter sido internado com sinais graves de agressão e indícios de violência sexual. O caso veio à tona na terça-feira (28), quando a criança deu entrada na Santa Casa da capital. Conforme apurado, a criança entrou em protocolo de morte encefálica na quarta-feira (29) e faleceu durante a madrugada. O corpo foi encaminhado ao necrotério por volta das 5h45. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp De acordo com o Conselho Tutelar da Região Norte, o hospital acionou imediatamente a equipe ao perceber a gravidade da situação, mas ele não resistiu aos ferimentos. A mãe e o padrasto da criança foram presos e continuam sendo investigados por suspeita de maus-tratos, estupro de vulnerável, lesão corporal e omissão de socorro. Versões contraditórias Segundo a conselheira tutelar Suellen Gomes, não havia registros anteriores de acompanhamento da família. Durante o atendimento no hospital, a mãe afirmou que o filho teria caído e batido a cabeça. Sobre outras lesões, disse que não sabia explicar. Ela também negou qualquer agressão por parte do companheiro. “Meu marido não fez nada com a criança”, afirmou na ocasião. LEIA MAIS: Mãe e padrasto são presos após bebê de 1 ano ser socorrido com sinais de abuso sexual e maus-tratos em MS Antes da prisão, mãe de bebê com sinais violência e abuso defendeu marido: 'Coloco a mão no fogo' Motorista de app desconfia de passageira e ajuda polícia a resgatar bebê abusado em Campo Grande Denúncia poderia ter evitado bebê internado em estado grave com sinais de abuso, diz Conselho Tutelar No entanto, as informações apresentadas levantaram dúvidas. Questionada sobre atendimentos médicos recentes, a mãe disse inicialmente que havia levado o bebê ao médico por causa de uma gripe. Depois, mudou a versão e afirmou que saiu da unidade de saúde antes de ser atendida. Segundo a conselheira, as respostas foram vagas e inconsistentes. “As informações não batiam, o que aumentou a preocupação da equipe”, explicou. Motorista e policiais socorreram bebê Segundo o boletim de ocorrência da Polícia Militar (PM), a mãe foi avisada pelo marido, enquanto ainda estava no trabalho, que o bebê não estava respirando. A Polícia Militar foi acionada por uma motorista de aplicativo. Ela contou que a passageira ficou em choque após receber uma ligação informando que o filho não estava respirando. No local, os policiais encontraram o padrasto com o bebê nos braços, já sem reação, e iniciaram manobras de reanimação. Em seguida, uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou e conseguiu reanimar a criança. O bebê foi levado para a Santa Casa de Campo Grande. Durante o trajeto até o hospital, o médico do Samu identificou vários hematomas no corpo da criança e sinais de possível abuso sexual. Um laudo médico confirmou depois hematomas na região íntima, além de marcas em diferentes estágios nas costas e nas pernas do bebê. Criança ficava com o padrasto Bebê estava internado na Santa Casa de Campo Grande Reprodução A mãe relatou que trabalha e que, durante o expediente, o bebê ficava sob os cuidados do padrasto. Ela disse que o casal organizava a rotina para que a criança não ficasse sozinha. Mesmo assim, ao ser questionada sobre quem poderia ter causado as lesões, afirmou que não sabia. Falta de acompanhamento médico Durante a apuração, o Conselho Tutelar constatou que a criança não tinha acompanhamento regular de saúde. A carteira de vacinação estava atrasada e só foi atualizada em janeiro de 2026, quando o bebê passou a frequentar um projeto social. Também não foram encontrados registros frequentes de consultas médicas, o que reforçou o alerta das autoridades. Acolhimento e investigação Diante da situação, o Conselho Tutelar comunicou o caso ao Ministério Público, que determinou o acolhimento institucional da criança. Após a morte do bebê, o caso segue sob investigação. Outro ponto que chamou a atenção foi o relato de um vizinho, que disse à polícia ter conhecimento das agressões, mas não denunciou por falta de provas. A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer o que aconteceu. Prisão foi feita pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA). Polícia Civil/MS Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: