‘Agora posso sorrir’: Opala de luxo de colecionador é encontrado abandonado após 35 dias

Colecionador entrega Opala de luxo para conserto, paga R$ 15 mil e carro desaparece “Agora eu posso sorrir.” Foi assim que o colecionador Nilson da Silva, d...

‘Agora posso sorrir’: Opala de luxo de colecionador é encontrado abandonado após 35 dias
‘Agora posso sorrir’: Opala de luxo de colecionador é encontrado abandonado após 35 dias (Foto: Reprodução)

Colecionador entrega Opala de luxo para conserto, paga R$ 15 mil e carro desaparece “Agora eu posso sorrir.” Foi assim que o colecionador Nilson da Silva, de 73 anos, reagiu ao receber a notícia de que o Opala 1977 que procurava havia 35 dias foi encontrado abandonado pela Polícia Militar, no fim desta terça-feira (30), em Campo Grande. Colecionador entrega Opala de luxo para conserto, paga R$ 15 mil e carro desaparece: ‘Não durmo mais’ Nilson ainda não viu o carro, mas contou ao g1 que foi informado pela polícia de que o veículo está inteiro. O Opala foi levado para a Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv). “Vai dar um infarte. Parei de chorar, agora eu posso sorrir”, disse logo após receber a notícia. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp O Opala foi localizado poucas horas depois da publicação da reportagem do g1 sobre o desaparecimento. Segundo Nilson, a divulgação do caso ajudou nas buscas pelo veículo. Antes de saber que o veículo havia sido encontrado, o aposentado contou, muito emocionado, que o desaparecimento afetava o sono e até a vontade de comer. “É um braço direito que está faltando. Toda hora que eu olho no lugar dele, está vazio. Não é fácil.” Opala no pátio da delegacia Divulgação 35 dias sem o Opala Nilson entregou o carro após procurar ajuda para resolver um problema elétrico. Segundo ele, um conhecido indicou o homem que faria o serviço e garantiu que era de confiança. O aposentado comprou uma bateria nova, pagou R$ 170 por um guincho e acompanhou o Opala até um endereço no bairro Santa Luzia. Nos dias seguintes, passou a receber pedidos de dinheiro para peças e outros reparos. A última entrega ocorreu em 8 de setembro, quando, segundo Nilson, o homem foi até a casa dele e recebeu R$ 5,1 mil. Ao todo, os pagamentos chegaram a R$ 15,3 mil, valor informado também no boletim de ocorrência. Dias depois, as respostas pararam. Nilson afirma que foi bloqueado e, quando voltou ao endereço onde havia deixado o veículo, encontrou o local fechado e o carro já não estava lá. Em 15 de setembro, procurou a Polícia Civil. Nilson em frente ao Opala Divulgação Carro de coleção O Opala encontrado nesta terça-feira é um Luxo 1977, verde-esmeralda perolizado, de duas portas e com quatro rodas SS. Nilson, que já chegou a reunir 11 carros antigos, dizia acreditar que reconheceria o veículo assim que o visse. “O meu Opala é um Opala verde-esmeralda, perolizado, com as quatro rodas SS, Opala rabo de peixe, Opala de luxo, esporte, duas portas, não é quatro. [...] Igual não existe. Campo Grande eu ainda não vi.” O aposentado afirma ter pago R$ 40 mil pelo carro e diz que não o venderia por R$ 80 mil. Mais do que o valor, porém, o cuidado ajuda a explicar a relação: em três anos, rodou menos de 100 quilômetros com o Opala. Era ele quem abastecia, calibrava os pneus, limpava e “flanelava” o veículo. Nilson mora sozinho há mais de 30 anos e contou que o desaparecimento afetou o sono e até o apetite. “Deito, não durmo. Vou comer, não tenho vontade de comer. Eu, com 73 anos, achando que já vi de tudo, eu não vi nada.” Antes de saber que o carro havia sido localizado, o ex-guincheiro disse ao g1 que ainda acreditava que o Opala voltaria para a garagem, mesmo que precisasse buscá-lo sem condições de rodar. “Eu pago um guincho para pôr aqui no lugar que ele estava.” No fim desta terça-feira, o primeiro passo para isso aconteceu: depois de 35 dias, o Opala foi encontrado. Seo Nilson em entrevista com o g1 Gabi Cenciarelli Veja mais vídeos do Mato Grosso do Sul